Digite para procurar

O caso do primo do porteiro do prédio

Compartilhar

Agências de checagem vão com muita sede ao pote e classificam notícia do caso do primo do porteiro como falsa, mas depois acabam sendo desmentidas por vídeo nas redes sociais.

No dia 28 de março viralizou nas redes sociais o depoimento de algumas pessoas contado sobre a morte de um borracheiro vítima de uma explosão de pneu de caminhão, mas que no atestado de óbito a causa da morte seria Coronavírus. Rapidamente várias sátiras e memes foram criadas sobre o caso devido às várias publicações com o mesmo texto feitas e diversos “primos do porteiro” mortos.

“Gente! O primo do porteiro aqui do prédio morreu porque foi trocar o pneu do caminhão e o pneu estourou no rosto dele. Receberam o atestado de óbito como se fosse a covid-19. Eles estão indignados”, diziam as publicações.

E diversas agências de checagem de fatos fizeram a apuração do ocorrido como: Aos fatos, Boatos.org e E-farsas. Todas classificaram como falsa a classificação da morte como covid-19  e a morte em decorrência de uma explosão de pneu. Já a deputada do PSL, Bia Kicis, passou a ser acusada de espalhar fake news após também publicar sobre o assunto nas suas redes sociais.

Mas o jogo virou depois que a deputada Clarissa Tercio do PSC (PE) publicou vídeo nas redes sociais com a família do borracheiro Reginaldo Jacinto da Silva. E realmente o homem morreu depois da explosão de um pneu, que atingiu o seu peito — o trauma causou uma pneumonia que o levou à morte dias depois. No atestado de óbito a causa: coronavírus.

Em nota a Secretaria de Saúde de Pernambuco e o Hospital Maria Lucinda, onde o borracheiro esteve internado, explicam que o atestado de óbito é real, mas a causa da morte não foi coronavírus, por esse motivo ele foi corrigido após o resultado dos exames. Mesmo com o atestado de óbito anterior com causa Covid-19 ele não havia sido incluído nas estatísticas oficiais do estado. A causa verdadeira, segundo o hospital, foi Influenza A.

Nota do Hospital Maria Lucinda

 

Resultado: o atestado de óbito era Verdadeiro, ainda que tenha sido corrigido posteriormente e o caso não tenha entrado nas estatísticas oficiais do estado de mortos por coronavírus.

As agências de checagem foram com muita sede ao pote. Embora elas tenham atualizado suas checagens sobre o caso do primo do porteiro, incluindo a nota do hospital, até o momento desta publicação, nenhuma se retratou por ter reportado a morte do borracheiro devido a explosão de um pneu como falsa.

A usuária do twitter, @fatimapcinti, uma das compartilhadoras da história, pediu perdão por ter tuitado o caso. Ela conta que, quando recebeu um áudio contando da morte, achou que se tratava do porteiro do seu prédio. Fátima passou a ser atacada nas redes sociais.

Lembrando que as redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram utilizam as checagens feitas por essas agências como critério para dizer se algo é falso ou não e, com isso, censurar o que elas apontam como falso.

Assuntos:

Recomendações de leitura