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Manifesto INQ.report

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INQ.report é uma revista digital de jornalismo investigativo com foco no jornalismo investigativo forense, jornalismo de dados e checagem de fatos, tem uma abordagem moderna e direta, tratando de temas de relevância para a opinião pública.

Nossa equipe é formada por profissionais de diversas áreas: jornalística, científica e jurídica, o que possibilita uma abordagem dinâmica e plural.

Propósito:  dar voz a vítimas dos mais variados tipos de crimes, como abuso sexual, tortura, extorsão, maus tratos, cárcere privado, estelionato, calúnia, difamação . Checar notícias e fatos passíveis de serem distorcidos ou falsos, e que tenham relevância para a opinião pública.

Missão: levar informação de qualidade, denunciar crimes e  apresentar ao leitor fatos investigados e checados com rigor jornalístico, científico e jurídico.

Valores: incorruptibilidade, compaixão e verdade, além do respeito e valorização das fontes que nos auxiliam nas investigações.

A crise no jornalismo

“O Jornalismo Investigativo implica em trazer à luz questões que permaneciam ocultas, seja deliberadamente por uma pessoa em uma posição de poder, ou acidentalmente, por trás de uma massa desconexa de fatos e circunstâncias… Dessa forma, o jornalismo investigativo contribui crucialmente para a liberdade de expressão e a liberdade de informação… O papel que a mídia pode desempenhar como uma guardiã é indispensável para a democracia…” (Janis Karklins, Diretor-Geral Adjunto para Comunicação e Informação, UNESCO).

O  papel central do jornalismo é informar e trazer ao leitor ferramentas para que ele possa entender melhor o mundo à sua volta. O jornalismo tem o poder de derrubar e eleger presidentes, como nossa recente história demonstra, de Collor à Dilma.

A academia define o jornalismo como ‘quarto poder’, também denominado de ‘cão de guarda da sociedade’. Ou seja, uma de suas funções é fiscalizar os outros 3 poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas o jornalismo, o quarto poder, está em crise.

Até a chegada da Internet ‘banda larga’ no Brasil, na virada do milênio, as pessoas buscavam informações no jornal impresso e na TV, duas instâncias autônomas e responsáveis tanto por registrar as histórias da atualidade quanto por influenciar essa mesma história. Mas hoje, com as redes sociais, qualquer um pode ser produtor de conteúdo. Muitos influenciam milhões de seguidores. E, se por um lado talentos são revelados, por outro, conteúdo de má qualidade e ‘fake news’ são veiculados.

A Grande Mídia não tem condições de acompanhar a agilidade das redes sociais. Grandes veículos midiáticos, que tentam rivalizar com a velocidade das redes, costumam cair em erros de apuração noticiosa, noticiam fatos inexistentes ou, no mínimo, distorcidos.

Em segundo lugar, grandes redes sociais como o Facebook estão, hoje, engajadas numa cruzada de censura a material que elas julgam, sem firmeza conceitual, como “discurso de ódio” e “fake news”. Com enorme poder econômico, o Facebook, por exemplo, seleciona quais são os veículos idôneos e julga o que é notícia falsa ou não, aplicando ferramentas de censura sobre publicações de usuários com base no julgamento desses veículos “oficiais”.

Isso implica que o resto da imprensa tem papel subalterno e digno de ser ignorado. É de extrema preocupação que jornalistas e veículos de notícias façam essa aliança com redes sociais poderosas para exercer essa atividade de censura. É, basicamente, o jornalismo sendo usado contra a liberdade de expressão e de informação, já que ninguém detém fórmula mágica para julgar o que é “fake news” e “discurso de ódio”. Esses são pontos contenciosos entre diferentes tribos políticas, em que essa tomada de posição favorece algumas e desfavorece outras, abandonando o valor da imparcialidade.

O abandono da imparcialidade caminha junto com o abandono de diversos outros valores caros ao jornalismo: objetividade, neutralidade e separação entre editorial/opinião e notícia. Não é incomum, hoje, encontrar textos supostamente noticiosos eivados de opinião em veículos de renome. O abandono desses valores jornalísticos, muito baseado na “falácia do Nirvana” (que não vale a pena fazer algo se a perfeição não for atingida), veio junto com a esperança de que basta confessar os próprios vieses para fazer um jornalismo que valha a pena. Mas confessar os próprios vieses não é suficiente. Os valores jornalísticos devem voltar a ser defendidos.

A proposta da INQ.report

Você já se perguntou por que surgiram, nos últimos anos, tantas agências de checagem de fatos? Se a checagem de fatos é a essência do jornalismo, então boa parte dos jornalistas atuais ou não sabem ou têm preguiça de mexer com a matéria prima da profissão.

As agências checam, e o jornalismo continua. Mas fazendo o quê, exatamente?

Acreditamos que uma das razões da crise atual no jornalismo é um merecido castigo imposto pelo leitor àqueles jornalistas que não compreendem ou não têm competência para exercer o seu papel.

A equipe da Revista Digital INQ.report entende que o papel do jornalista é apresentar ao leitor fatos investigados e checados sob os vieses jornalístico, científico e jurídico. Nossas reportagens têm narrativa sofisticada, mas de fácil compreensão e leitura, com imagens e vídeos exclusivos.

Não estamos aqui para ser tutores, nem faróis moralizantes. Nem interessa para nós levantar bandeiras à esquerda ou à direita, tomar partido da situação ou da oposição. Afinal de contas, fatos são fatos. Nosso compromisso é com a verdade factual, sem rabo preso.Temos a pretensão de ser uma ferramenta útil para se buscar justiça, prestar um serviço à população e ajudar as investigações civis e criminais.

Não respondemos a ninguém além dos leitores e patrocinadores. Nossa ideologia não é maniqueísta, baseada num conflito entre bem versus mal, esquerda e direita. Acreditamos que existem infinitos matizes entre esses dois pólos. Nossos valores são a incorruptibilidade, a compaixão e a verdade, além do respeito e valorização das fontes que nos auxiliam nas investigações. Carregamos em nossa essência a responsabilidade de fazer um jornalismo livre de levianas opiniões pessoais. Sabemos que não temos poder para doutrinar ninguém. Por isso, nos limitamos aos fatos.

Mas, afinal, o que significa INQ.report?

O nome da revista vêm de diversos lugares. INQ pode ser tanto uma abreviação de “inquérito”, quanto de “inquest”, versão inglesa da mesma expressão. Fizemos isso para mostrar que já nascemos com a intenção de alcançarmos todo o mundo. O significado pode também ser ‘inquestionável”, pois nossas reportagens se propõem ser utilizadas em tribunais, tal  o rigor que aplicamos nas apurações. O nosso mascote é o simpático porquinho INQ. Sua personalidade é questionadora e curiosa, como a dos nossos leitores. Ele ensina que qualquer pessoa que busque o conhecimento com honestidade pode ser um bom investigador, até um porquinho.

Equipe

David Ágape   –   Guilherme Novelli –  Eli Vieira

 

Diretor Geral

David Ágape – Aficionado por investigações. Fundou em 2018 a Agência Dossiê, uma agência de checagens e independente. Pela complexidade dos casos que trabalhou foi convidado a trabalhar como repórter freelancer no Portal Metrópoles, onde produziu grandes reportagens, chegando a concorrer ao prêmio Rei da Espanha em 2019. É programador e está no último ano do curso e arquitetura e urbanismo pela Universidade Católica de Santos. Trabalha com jornalismo investigativo, jornalismo de dados e checagem de fatos.

Editor Chefe

Guilherme Novelli – formado em jornalismo e pós-graduado em ciências da linguagem e antropologia urbana pela USP com 15 anos de profissão. Passou por IstoÉ, Vice, piauí, Folha de São Paulo, Caros Amigos, Veja, Metrópoles, Bravo!, Revista da Livraria Cultura, Revista Continente.

Coordenador de Pesquisas

Eli Vieira – é biólogo pela UnB, mestre em biologia molecular pela UFRGS e pós-graduado em genética pela University of Cambridge, Inglaterra. Ganhou prêmio da Sociedade Europeia pela Biologia Evolutiva pelo site Evolucionismo.org, fundado em 2008. Fundou em 2015 e é editor-chefe do site de traduções Xibolete.org. Atraiu milhões de visualizações no YouTube divulgando a genética da sexualidade. Fundou e presidiu por muitos anos a Liga Humanista, organização reconhecida como amicus curiae pelo STF, onde publicou uma checagem desmentindo 19 anos de estatísticas falsas que serviram de base para políticas públicas e títulos de pós-graduação no Brasil. Seus artigos acadêmicos já foram citados centenas de vezes. Traduziu obras de filosofia e trabalha em seu primeiro livro.

 

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